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Um dia após tiroteio, policiais realizam blitz na Linha Vermelha

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Um dia após um intenso tiroteio interditar a Linha Vermelha, duas viaturas da Polícia Militar realizam uma blitz, na noite desta segunda-feira, na via, na altura de São Cristóvão, no sentido da Baixada Fluminense.

A blitz causou interdições no local, fazendo com que alguns motoristas voltassem na contramão, com medo de um arrastão ou de um novo confronto.

Na parte da manhã, dois veículos faziam blitzes em dois trechos da via: na altura do Caju, sentido Centro, e na altura da Favela do Lixão, em Duque de Caxias, sentido Baixada Fluminense.

Em direção à Rodovia Presidente Dutra, motoristas reclamaram da operação policial depois do tiroteio que aconteceu na noite deste domingo, na altura da Favela da Maré.

— A blitz deveria ser preventiva. Mas a polícia só faz isso aqui depois que acontece alguma coisa. É uma ação reativa. Moramos em São João de Meriti e sempre que precisamos sair de casa à noite preferimos a Avenida Brasil porque tem saídas para escapar — comentou a auxiliar administrativa Bruna Marques, de 24 anos, que foi parada na blitz com o marido, o técnico em edificações Jefferson Serra, de 31 anos. Eles tiveram o carro rebocador por falta de vistoria.

Já o funcionário público federal Mauro Nogueira, de 48 anos, criticou a forma como os policiais fazem a blitz. Ele contou que, na noite de domingo, passou um pouco antes do tiroteio. Ele soube o que estava acontecendo ouvindo o rádio, já na altura da Rodovia Presidente Dutra, na altura de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

— Poderíamos ter ficado no meio do tiroteio. Mas, graças a Deus, passamos antes. Hoje de manhã, precisei ir a São Gonçalo e fui pela Avenida Brasil temendo a Linha Vermelha. O problema nessas blitzes, pelo menos em todas que fui parado, é que os policiais não revistam os carros. Eles pedem somente documentos — criticou.

Momentos de horror durante tiroteio

Na noite deste domingo, Motoristas e passageiros precisaram ficar uma hora e quinze minutos abrigados dentro do 22º BPM (Maré), até poderem sair com a pista já liberada. Eram cerca de 80 pessoas. Os veículos foram abandonados na pista para escapar dos disparos.

Segundo um sargento do 22º BPM, houve uma troca de tiros entre criminosos da Favela Nova Holanda e policiais militares, que estavam na via expressa. Ele contou ainda que os tiros eram disparados a esmo pelos bandidos em direção à pista. O policial afirmou que os tiros partiram, inicialmente, dos criminosos.

Por conta do tiroteio, os policiais do 22º BPM interditaram a Linha Vermelha duas vezes: uma às 20h17m, e a outra, às 22h44m. Eles também acionaram um veículo blindado para entrar na favela e conter o confronto.

Por volta das 20h40m, a energia do batalhão foi cortada, aumentando o pânico. Crianças, idosos e mulheres ficaram meia hora às escuras.

O secretário municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Índio da Costa, por pouco não fica no meio do fogo cruzado. Ele postou um vídeo no Facebook para contar que estava passando com a família pela Linha Vermelha quando percebeu a movimentação estranha na via e optou por seguir pela Avenida Brasil.

À tarde, motoristas que estavam em um dos acessos à Ponte Rio-Niterói já tinham enfrentado problemas. Muitos tiveram que voltar na contramão, após um suposto arrastão na via.

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