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Investimentos em tecnologias de reprodução elevam rentabilidade da pecuária

O país é líder na produção de embriões in vitro e comercializou mais de 12 milhões de doses de sêmen em 2016. Um dos profissionais mais conceituados na área de reprodução bovina, o professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Pietro Sampaio Baruselli, defende que o Brasil pode ter resultados ainda maiores caso os pecuaristas elevem os investimentos em tecnologias de reprodução, tais como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF).

A técnica permite inseminar todos os animais da propriedade sem a necessidade de observação de cio (considerada um dos maiores gargalos da inseminação artificial em todo o mundo), maximizando, assim, o número de vacas prenhes. Segundo Baruselli, as fazendas que utilizam IATF registram maior número de vacas emprenhadas no início do período de monta do que aquelas que usam monta natural (apenas touros para cobrir a vacada).

Um levantamento feito pelo professor da USP em uma propriedade rural de pecuária de corte mostrou que, para cada 100 fêmeas submetidas à indução do ciclo na IATF, houve uma elevação de 8% no número de bezerros nascidos. Além disso, o peso a desmama dos bezerros foi 5% maior quando comparado aos produtos oriundos de monta natural. “Isso eleva significativamente a rentabilidade do negócio. Ressincronizar as vacas sai mais barato que utilizar um touro no repasse e aumenta em 25% o retorno econômico. Se o produtor brasileiro fizer as contas, vai perceber que esta é uma tecnologia indispensável, principalmente no atual momento da economia do país.”, diz Baruselli. Os números mostram que a IATF vem crescendo a cada ano. Segundo dados da USP, apesar da queda de 7% na comercialização de sêmen bovino das raças de corte no ano passado, verificou-se aumento de 5,1% no número de protocolos de sincronização comercializados para IATF.

O presidente da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), Sérgio Saud, também defende o uso da IATF para maximizar a lucratividade da pecuária. “Quem investe em inseminação artificial e melhoramento genético tem um olhar para o futuro. A IATF feita agora, vai produzir o garrote para ser comercializado em 2019. A vaca inseminada, hoje, vai gerar uma bezerra geneticamente superior para entrar na produção leiteira, em 2020. Portanto, o produtor não pode deixar de inseminar suas vacas, pois corre o risco de perder lucratividade, nos próximos anos.”, diz Saud.

Segundo o presidente da ASBIA, 2017 será um ano de recuperação para o setor de genética. “Apesar de termos começado o ano com um tropeço na pecuária de corte, o preço do leite está em alta e os custos de produção se mantêm em níveis abaixo de 2016, o que já fez com que os produtores voltassem a investir na melhoria genética do rebanho.” garante.

A ASBIA homenageou este ano Pietro Baruselli com o Tributo ASBIA, honraria concedida anualmente pela entidade a profissionais de destaque do setor. Em 2017, o prêmio foi direcionado à área de Pesquisa em Biotecnologia Reprodutiva. Como não pode comparecer à solenidade de entrega do prêmio, em maio, o Tributo ASBIA foi entregue a Baruselli no final de junho, na sede da entidade, em Uberaba/MG, pelo presidente da ASBIA e pelo diretor técnico da ASBIA, Luís Adriano Teixeira. “É uma honra receber esta homenagem da ASBIA. Tenho mais de 30 anos de pesquisas na área de reprodução e este reconhecimento me incentiva a continuar meu trabalho.”, finaliza Baruselli, que tem Pós-Doutorado pela Universidade de Queensland – Austrália e é representante brasileiro em duas entidades internacionais, Standing Committee do International Congress of Animal Reproduction (ICAR) e International Buffalo Federation (IBF), além de ter presidido a Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE) entre 2012 e 2013.

Foto: Diretor Técnico Luís Adriano Teixeira, professor da USP Pietro Baruselli e presidente da ASBIA Sérgio Saud durante entrega do Tributo ASBIA

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