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Governo desiste da reoneração e deve elevar impostos, dizem fontes

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(Bloomberg) – O governo desistiu de seguir com a medida provisória da reoneração da folha de pagamento, que acabaria com benefícios a setores importantes da indústria e serviços, após mudanças feitas durante a tramitação do texto no Congresso, disseram quatro fontes com conhecimento direto do assunto sob condição de anonimato.

O fim dos benefícios era uma das bandeiras do presidente Michel Temer logo que assumiu como forma de demarcar diferença com a gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, que beneficiou quase uma centena de setores da economia.
Durante a tramitação, foram excluídos diversos setores da reoneração.
MP perde a vigência em 12 de agosto e ainda teria de passar nos plenários da Câmara e do Senado.
A reoneração da folha de pagamento acrescentaria R$ 11 bi aos cofres do governo em 2018 e R$ 2,1 bi ainda em 2017 .
Governo contava com esse recurso para ajudar no cumprimento da meta fiscal, que prevê um déficit de R$ 139 bi em 2017.
Sem esses recursos, a equipe econômica deverá aumentar o PIS sobre combustíveis e a Cide.
Como a Cide precisa de 90 dias para ser cobrada, governo deverá aumentar o PIS de forma imediata para depois elevar a Cide.
Em seguida, voltará a reduzirá o PIS, fórmula já usada na gestão do ex-ministro Joaquim Levy.
Para minimizar as perdas, governo pretende aumentar a estimativa de arrecadação com os precatórios de R$ 8,6 bilhões para R$ 12 bilhões.
Nesse cenário, a MP que institui o novo Refis também será abandonada, pois sofreu várias mudanças no Congresso, elevando os benefícios tributários.
NOTA: Na sexta-feira, Meirelles disse que, do jeito que está, projeto do Refis reduz arrecadação em R$ 1 bilhão.

 

Esta matéria foi publicada em tempo realapara assinantes do serviço BloombergaProfessional.

Henrique Meirelles

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